quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Inclusão Digital na EJA

                O artigo INCLUSÃO DIGITAL NA EJA- TRILHANDO OS CAMINHOS DA AUTONOMIA, de Silva e Burgos (http://www.catedraunescoeja.org/GT12/COM/COM012.pdf) as autoras discorrem sobre aspectos importantes do uso das tecnologias na EJA a partir de uma perspectiva freireana, a qual propõe a educação como prática libertadora e emancipatória.
                Em primeira instância, a inserção dos equipamentos tecnológicos nessa modalidade provoca resistência por parte da clientela adulta exatamente por que a mesma não é só excluída digitalmente, mas também socialmente. Essa estranheza frente à tecnologia reproduz a sociedade como se apresenta atualmente: segregada, excludente e carente de oportunidades. Em contrapartida, os jovens, por possuem maior afinidade com a tecnologia pois já a utilizam no seu cotidiano.
                O artigo discute também, divulgando dados de pesquisa inclusive, como a oportunidade de acesso à tecnologia na educação brasileira ainda não se deu de forma universalizada. E que, para tanto, a escola permita que, além do acesso, o indivíduo possa ser capaz de pensar de forma crítica, autônoma e de produzir também o seu conhecimento para a liberdade por meio dessas ferramentas.
                Dentro dessa perspectiva libertadora, o diálogo se faz como elemento principal na busca pelo conhecimento. Para este, não há inovação tecnológica que supere essa interação aluno-professor. Porém, é preciso reconhecer o caráter de emancipação que a rede carrega em si, ao observarmos as discussões, organizações críticas e ações mobilizadas que ganharam visibilidade por meio da utilização da internet.
                Ou seja, é um campo de profunda reflexão. O Ambiente Virtual de Aprendizagem, por exemplo, configura-se como uma prática colaborativa diferenciada de aprendizagem, pois o foco está principalmente pautado no processo e na aprendizagem. Porém, como o próprio artigo cita o pensamento da Maria Elisabeth B. de Almeida em entrevista a Revista Nova Escola (2010) acerca da qualidade do espaço educativo “É possível ter Educação de qualidade à distância e sem qualidade na forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade”.
                Outro ponto interessante do artigo diz respeito às construções identitária dos sujeitos do processo de ensino-aprendizagem da Educação de Jovens e Adultos. Quem é meu aluno? Quais os conhecimentos que ele já traz em relação à tecnologia? Ele a utiliza para quais fins? Ele se sente motivado a utilizar a tecnologia na escola como uns dos instrumentos que lhe proporcionará aprendizagem? E a figura do professor? Ele tem formação suficiente para inserir os recursos tecnológicos nas suas aulas. Ele compreende as implicações filosóficas que essa prática demanda? Quais os objetivos da sua prática ou da sua metodologia com o uso das TIC's? Após a aula, ele reflete sobre os êxitos ou possíveis problemas causados pelo uso desses equipamentos no ambiente escolar? Como sua aula poderia ser otimizada?
               São várias questões que envolvem o uso das TIC's. E as mesmas não podem ser respondidas sem aprofundamento contínuo e necessário para a melhoria das nossas práticas e, consequentemente, da educação como um todo.
 Quer saber mais, acesse o artigo na integra: http://www.catedraunescoeja.org/GT12/COM/COM012.pdf

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